Amores servis
Para grandes amores servis
Amores que sofrem resignados
Eu tive que escrever
Para sempre algo fascinante
Que tira o sossego da alma
Mas a cada instante
Que se apossa incontrolável
O corpo fica frágil
Ninguém consegue entender
Nem mesmo tenta aceitar
Mas quem ama, ou quem sente
Tem sempre resposta
Pra qualquer dúvida
Ele é sempre fiel, à sua própria dor
Querem devassar o seu interior
Mas ele não deixa
Pois o coração dilacerado
Vai sofrer mais uma vez
E quem poderá entender
A ferida vai se abrir mais e mais
Mas a cura é quase impossível
Ele não quer o tal remédio
Prefere padecer até o fim
Lutar por morte
Que fazer sofrer o seu bem-amado
Ele é tão grandioso, o tal sentimento
Que por mais que se revele
E a todo momento
Há sempre algo em segredo
E tudo parece um desalento
Em que o seu erro, é o medo
É inevitável a conquista
Porque a admiração zela
Por todo instante
De não apodrecer a fase final
E a doença é sempre benquista.
02/09/1985
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