DESPEDIDA
Pela
primeira vez, penso, morfologicamente, na palavra “despedida”. O radical seria
“desped-”, entretanto, divaguei, ponderei: poderia ser “dês-“, um prefixo de
negação e “ped-“, o radical. Conclusão: “despedida” seria “não pedir”. Faz sentido!?
Deixa pra lá! São apenas devaneios e “birutices” de professor de português.
Bem,
vamos ao que interessa.
Sinto-me
como aquela pessoa na estação de trem, deixando alguém partir, dizendo adeus,
acenando com a mão, mas com um aperto no peito, querendo, na verdade, que a
pessoa fique bem pertinho, não se vá agora e nem nunca. É... não dá pra parar o
mundo, nem mesmo o “trem”.
Ao
mesmo tempo, é tão bom ver as pessoas que nos cercam crescendo, pegando esse
“trem” e, principalmente, saber que, de alguma forma, pudemos contribuir para o
êxito delas.
Foram
três anos, dois anos de convivência; alguns, apenas um, e mesmo esses serão
lembrados. Pode ser pela bagunça, pela “conversa paralela”, pelo bom
comportamento, pelo carinho, pelo choro, pelo namoro, pela amizade, pelas
broncas, pelas excelentes notas ou péssimas; enfim, são inúmeros os motivos que
os tornarão inesquecíveis.
Gostaria
de ter a certeza de que tudo o que fiz tenha dado certo, mas... quem sou eu!?
Além disso, os erros me farão crescer e melhorar. Vocês também poderão ter
aprendido mais quando erraram... às vezes, mais do que quando tiraram 10.
Agradeço
pela oportunidade de aprender um pouco a cada dia com vocês. Afinal, quanto
mais ensinamos, mais aprendemos.
Agradeço
muitíssimo pela tolerância, pelo respeito e pelo carinho.
Peço,
humildemente, sinceramente, minhas desculpas pelas minhas inumeráveis falhas,
pelas minhas intransigências e pelo mau-humor.
Gostaria
de dizer-lhes, ainda, que em tudo o que fiz – inclusive nas broncas – havia a
melhor das intenções. Posso até não ter alcançado o objetivo, mas, com certeza,
foi pensando no bem de vocês.
Por
fim, quero dar-lhes o meu abraço bem apertado e desejar-lhes muuuuuuito
sucesso.
Que
Deus os abençoe!
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