Cativaria meu coração, saber
que sente saudade de mim,
Mas, talvez, também me
trouxesse amarguras do passado,
Ventilaria sobre minhas ideias
a sua imagem,
E traria também brisas suaves
dos nossos momentos felizes
Cativaria, sim, meu coração,
uma carta-resposta;
Mesmo que dela só tirasse o
teu nome, mesmo que dela não saísse palavras bonitas.
Mas encheria minha viv’alma de
contentamento pelo simples fato de escrever.
Calaria as más bocas, cessaria
as falsas amigas.
Não desceria mais uma gota de
lágrima, só por prazer.
Mas poupe seu tempo, a você
sei que não importo.
Nem seria preciso, talvez, só
o meu amor bastasse.
Encheria um globo e viveríamos
felizes de amor, só do meu amor por você.
Mas, eu sei, você tem tanto
orgulho, ai dentro desse teu peito másculo, que não caberia um “tico” que fosse
do meu amor.
Além disso, o que você quis,
você teve de mim.
Você, ...não soube dar valor a um grande amor.
Eu errei, sim, errei, mas, meu
Deus, eu sou gente, sou humana, de carne e osso, igualzinho a você.
Tenho sangue pulsando nas
veias, e eles ferveram, quando ouvi de uma boca maldita, injúrias.
O nosso amor foi um grande
amor, é, foi...
Gostaria tanto de casar, ter
um filho com você.
Acordaria de manhã, todas as
manhãs da minha vida ao seu lado, como se cada manhã fosse a primeira, e o meu
amor assim se fortaleceria.
Olharia teu rosto todo dia com
carinho, beijaria seus lábios, como se fosse a primeira vez.
E eu sei que te amaria cada
vez mais, te amaria como nunca...
E faria você entender que tudo
aquilo foi um pesadelo, mas que agora era real e não era um sonho, nem
fantasia.
Eu te amo mesmo, e como antes,
até mais.
16 de abril de 1984
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