sexta-feira, 18 de junho de 2021

Carta de amor

 

Cativaria meu coração, saber que sente saudade de mim,

Mas, talvez, também me trouxesse amarguras do passado,

Ventilaria sobre minhas ideias a sua imagem,

E traria também brisas suaves dos nossos momentos felizes

Cativaria, sim, meu coração, uma carta-resposta;

Mesmo que dela só tirasse o teu nome, mesmo que dela não saísse palavras bonitas.

Mas encheria minha viv’alma de contentamento pelo simples fato de escrever.

Calaria as más bocas, cessaria as falsas amigas.

Não desceria mais uma gota de lágrima, só por prazer.

Mas poupe seu tempo, a você sei que não importo.

Nem seria preciso, talvez, só o meu amor bastasse.

Encheria um globo e viveríamos felizes de amor, só do meu amor por você.

Mas, eu sei, você tem tanto orgulho, ai dentro desse teu peito másculo, que não caberia um “tico” que fosse do meu amor.

Além disso, o que você quis, você teve de mim.

Você,  ...não soube dar valor a um grande amor.

Eu errei, sim, errei, mas, meu Deus, eu sou gente, sou humana, de carne e osso, igualzinho a você.

Tenho sangue pulsando nas veias, e eles ferveram, quando ouvi de uma boca maldita, injúrias.

O nosso amor foi um grande amor, é, foi...

Gostaria tanto de casar, ter um filho com você.

Acordaria de manhã, todas as manhãs da minha vida ao seu lado, como se cada manhã fosse a primeira, e o meu amor assim se fortaleceria.

Olharia teu rosto todo dia com carinho, beijaria seus lábios, como se fosse a primeira vez.

E eu sei que te amaria cada vez mais, te amaria como nunca...

E faria você entender que tudo aquilo foi um pesadelo, mas que agora era real e não era um sonho, nem fantasia.

Eu te amo mesmo, e como antes, até mais.

16 de abril de 1984

 

 

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