quinta-feira, 3 de junho de 2021

Poema a quatro mãos

 

Quantas vezes eu nesse doce senti o seu beijo

Endureci rijo ao tocar o seu corpo

Bebi de sua alma a me afogar de desejo

E terminei putrefeito na lama feito porco

 

Ainda agora num gole feito louco

Relembrei-me com saudade e com ensejo

Das muitas vezes que me embebi nos teus seios

E terminei sem fôlego meio rouco

 

Mas se envenena-se na minha boca

Que culpa tenho eu se nem prova-la pôde?

Se quando agora encho-me de coragem, pouca

me resta insana a vaidade e explode

 

Senti teus dedos a roçar minha pele

Desalinhei meus cabelos pra te receber

e não pude esconder o que mais te revele!

Que em teus braços quis me perder.

25/09/2004

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dos pingos da chuva que caem (sem data)

  Dos pingos da chuva que caem São os números que conto esperando na sua ausência Na goteira que se formou do telhado ao chão sinto o beijo ...