sexta-feira, 11 de junho de 2021

São muitos de nós

 

São muitos de nós, são poucos de lá

Só se sabe da morte

Da vida pouco se tem

Mas quem sabe um dia

Feito história da carochinha

O meu mundo cresce e então

Serei a tal, você o rei

E as crianças brincando aqui

Sem bombas, nem armas

E elas continuarão a ser crianças

E os homens serão homens

Sem brinquedo, sem robô, sem nada

E as mulheres, elas sim, terão filhos

Sem fabricação

A nudez não será castigada

E sim adorada, como Adão e Eva

As máquinas, pobres máquinas

Serão vestígios de uma geração passada

Nosso suor será a energia

A nuclear vai se explodir

Talvez a minha vã filosofia

Pouco explique, pouco ensine

Mas garanto que tudo seria apenas:

Um mundo onde homens fossem homens

E crianças seriam crianças...

E acima de tudo, um mundo, um mundo

31/05/1984

 

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