São muitos de nós, são poucos de lá
Só se sabe da morte
Da vida pouco se tem
Mas quem sabe um dia
Feito história da carochinha
O meu mundo cresce e então
Serei a tal, você o rei
E as crianças brincando aqui
Sem bombas, nem armas
E elas continuarão a ser crianças
E os homens serão homens
Sem brinquedo, sem robô, sem nada
E as mulheres, elas sim, terão filhos
Sem fabricação
A nudez não será castigada
E sim adorada, como Adão e Eva
As máquinas, pobres máquinas
Serão vestígios de uma geração passada
Nosso suor será a energia
A nuclear vai se explodir
Talvez a minha vã filosofia
Pouco explique, pouco ensine
Mas garanto que tudo seria apenas:
Um mundo onde homens fossem homens
E crianças seriam crianças...
E acima de tudo, um mundo, um mundo
31/05/1984
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