Vem
Não vá embora
Vou te endoidar nas minhas crises
Eu sei
Mas te darei amor demais também
Vou te caçar como uma fera
E saciar os meus desejos
Fazer seu pelo eriçar
Definhar-te até a alma.
E eu no meu deleite
Amordaçada, presa.
Só no ato
E me deitando olhos de censura
Sou capaz de tremer
Sem ferir meu amor próprio
Sem jogar nossos sonhos
E nem o gelo, nem o medo
Conseguirão atenuar, meu amor
Pois a madrugada é minha
Seu corpo é só meu
E nem o amanhecer da vida
Será suficiente
De aniquilar a minha sede
Jaz a força
Jaz você
Viverei eu!
31/05/1984
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