Se às vezes a vida te
parece ferida
Então, temes a morte,
e se lança na sorte
Eis algo inútil e
inacabado
De que te serve também
o fútil?
Você vê tudo errado!
E quem ama, sofre, se
desespera.
De repente a tudo supera!
Quem vê o certo
Não quer entendê-lo
Foge pra mais perto
Mas sem merecê-lo
Então justifica o seu
erro
Apela, faz cara de
enterro
Por fim, mais se
complica
Tenta uma saída
Porém nunca se arrisca
Se arma de uma
autodefesa
E sem deixar rastro de
tristeza
Se impõe à vida novamente
Nunca mostrando o que
sente
Quer algo que nem sabe
se existe
Nada que seja triste
Mas imploras para amar
E não te afundas sem
esperar, pois exige a você
O que talvez não possa
entender!
14/02/1986
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