segunda-feira, 19 de julho de 2021

Às vezes, a vida...

 

Se às vezes a vida te parece ferida

Então, temes a morte, e se lança na sorte

Eis algo inútil e inacabado

De que te serve também o fútil?

Você vê tudo errado!

E quem ama, sofre, se desespera.

De repente a tudo supera!

Quem vê o certo

Não quer entendê-lo

Foge pra mais perto

Mas sem merecê-lo

Então justifica o seu erro

Apela, faz cara de enterro

Por fim, mais se complica

Tenta uma saída

Porém nunca se arrisca

Se arma de uma autodefesa

E sem deixar rastro de tristeza

Se impõe à vida novamente

Nunca mostrando o que sente

Quer algo que nem sabe se existe

Nada que seja triste

Mas imploras para amar

E não te afundas sem esperar, pois exige a você

O que talvez não possa entender!

14/02/1986

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dos pingos da chuva que caem (sem data)

  Dos pingos da chuva que caem São os números que conto esperando na sua ausência Na goteira que se formou do telhado ao chão sinto o beijo ...