sábado, 29 de maio de 2021

De professor pra professor

 

De professor pra professor

Neste dia, nada especial (um colega me relatou que a mãe queria saber por que amanhã não teria aula), eu me reporto a meus colegas para compartilhar meus sentimentos, ora felizes, ora tristes.

Às vezes somos cruéis, quando não somos unidos em prol de nossas causas, de nossas lutas; quando olhamos apenas para nossos indignos salários e não entendemos que unidos seremos mais fortes.

Esse embate diário em tempos de pandemia despertou ainda mais as ansiedades, porque o medo do fracasso nos acompanha. Somos cobrados pela sociedade, pelo sistema, pelos pais, pelos alunos, por nossa chefia imediata e, principalmente, por nós mesmos. Queremos dar o melhor, ser melhores, mesmo que muitas vezes inúmeras questões nos impeçam.

Nestes tempos tão inusitados, provamos a todos e a nós mesmos que somos guerreiros, que não desistimos, enfrentamos o desconhecido, o novo e vencemos.

Somos injustiçados, sim. Por não termos reconhecimento, por não termos proventos dignos. Minha sobrinha de 12 anos me disse esses dias: “Tia, vocês deveriam ganhar mais que todos, porque vocês ensinam as outras pessoas, a todas as profissões”. Digo a vocês, caros colegas, são as crianças e os adolescentes que nos fazem nos sentir importantes e felizes.

Agradeço a Deus, primeiramente; mas agradeço, imensamente, aos meus alunos de hoje e de ontem, esses que me fazem acreditar no amanhã. Sempre ensinei e aprendi com todos eles. Até mesmo com os que nos dão trabalho.

 Eu me orgulho da profissão que tenho e quero deixar essa mensagem de otimismo: acreditem, meus companheiros, vocês são importantes, fazem a diferença na vida de muitos. Não importa se em início ou fim de carreira, cada um planta a sua semente e esta germina e dá frutos.

Neste dia 15/10/2020, meus cumprimentos e parabenizações são pra vocês, educadores, professores, formadores de opinião e de cidadãos.

 

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