De
professor pra professor
Neste
dia, nada especial (um colega me relatou que a mãe queria saber por que amanhã
não teria aula), eu me reporto a meus colegas para compartilhar meus
sentimentos, ora felizes, ora tristes.
Às
vezes somos cruéis, quando não somos unidos em prol de nossas causas, de nossas
lutas; quando olhamos apenas para nossos indignos salários e não entendemos que
unidos seremos mais fortes.
Esse
embate diário em tempos de pandemia despertou ainda mais as ansiedades, porque
o medo do fracasso nos acompanha. Somos cobrados pela sociedade, pelo sistema,
pelos pais, pelos alunos, por nossa chefia imediata e, principalmente, por nós
mesmos. Queremos dar o melhor, ser melhores, mesmo que muitas vezes inúmeras
questões nos impeçam.
Nestes
tempos tão inusitados, provamos a todos e a nós mesmos que somos guerreiros,
que não desistimos, enfrentamos o desconhecido, o novo e vencemos.
Somos
injustiçados, sim. Por não termos reconhecimento, por não termos proventos
dignos. Minha sobrinha de 12 anos me disse esses dias: “Tia, vocês deveriam
ganhar mais que todos, porque vocês ensinam as outras pessoas, a todas as
profissões”. Digo a vocês, caros colegas, são as crianças e os adolescentes que
nos fazem nos sentir importantes e felizes.
Agradeço
a Deus, primeiramente; mas agradeço, imensamente, aos meus alunos de hoje e de
ontem, esses que me fazem acreditar no amanhã. Sempre ensinei e aprendi com
todos eles. Até mesmo com os que nos dão trabalho.
Eu me orgulho da profissão que tenho e quero
deixar essa mensagem de otimismo: acreditem, meus companheiros, vocês são
importantes, fazem a diferença na vida de muitos. Não importa se em início ou
fim de carreira, cada um planta a sua semente e esta germina e dá frutos.
Neste
dia 15/10/2020, meus cumprimentos e parabenizações são pra vocês, educadores,
professores, formadores de opinião e de cidadãos.
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