CORAÇÃO
DESCOMPASSADO
O coração acelera, descompassa
Parece chavão, mas não tem graça
Que peça é esta que me pregas?
Onde pensas que vais? Te enxergas!
Da minha maturidade, quase sagrada
Revelo a adolescente arrojada
Ímpeto, “elan”, abandono-me em volúpia
Desejos “calientes” sem sombra de culpa.
Mas também há uma mudez mútua
Travo em mim uma constante luta
Entre a razão que me aconselha
E o coração. Apenas uma centelha.
Apaga-me essa chama de agora
Que em meu seio te deites por ora
E com os requintes da tua mocidade
Torture, de prazer, por minha vaidade.
04/06/2004
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