sábado, 29 de maio de 2021

Só poetando

 

04/06/2004

Escrevo para um amigo, poeta, trovador:

Desfaça esse mal-entendido do amor

Que não seja apenas lástima e sofrimento

Que o verso da rima rica seja de encantamento

 

Não faça trova por inútil dor

E na estrofe perfeita do seu labor.

Deite a fina flor de do afago de Eros

E de desejo, volúpia, encha-se, com esmero.

 

Não teça a teia da vil tristeza.

Deixe nascer dessa flor: a beleza

Pois dela, o que mais há, é ternura

Mesmo que ao fim seja loucura!

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