Bomba – fim do amor
E essa bomba maldita
Expulsando o amor do mundo
O que será da gente, de nós, que amamos?
Pobre dos românticos, dos poetas
E os embriagados nessa sede
Não mais sentirão o sabor
Pois a miséria das cabeças humanas
A podridão do cérebro dos líderes
Destruirá o que de mais verdadeiro
Existiu até hoje
Daqui em diante, não existiremos
Pois sem amor, eu morro a cada instante
Minhas palavras secarão no tempo
Como frutos velhos de árvores apodrecidas.
13/09/1985
Nenhum comentário:
Postar um comentário