História
e amor
Na história tão real, eu me
encontrava
Na face da verdade, me
encontrava na mentira
No desencontro do sul e norte
No abraço de montanhas e vales
Na esperança do fim da solidão
Na ânsia profunda, medito a
consciência de ser
O que não se é!
Nas ondas de um mar de Cabral
Me encontro perdida
Não há nem ilhas, nem recifes
Só icebergs
É um espaço grande, mas um
tempo curto
É um grande infinito
Baseado em crateras, numa bola
de fogo
Eis que tudo é só ruínas
Pois numa explosão, não
demográfica
Tudo se extermina
A história mente pra gente
A gente engana a história
Faz que sabe, mas não sente
E eu aqui sozinha
Espero que o mundo continue a
girar
E que gire tão rápido
Que se confundam os polos
Para que o Brasil esteja no Japão
E que os fusos se fusem
Para que a gente se una
Em tempo e espaço
Em amor e poesia
Em verso triste de alegria
Em meio a história derradeira
Em meio a tanta paz-mentira!
02/07/1985
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