Pobres
tartarugas!
Eu ainda me
impressiono quando vejo as barbaridades que o ser humano é capaz de fazer. Dia
desses, caminhando pela praia, acompanhada de minha mãe, eu me deparei com uma
cena que me chocou profundamente: uma tartaruga morta. Pode ser que para alguns
isto não incomode, não cause estrago, como para mim. Fiquei o dia, a semana,
bastante aturdida e a todo momento me lembrando daquilo.
Aquele retrato
da selvageria – pois é exatamente dessa forma que penso – me faz refletir em
quanto somos cruéis e egoístas. Um simples ato de jogar uma sacola plástica
pelas praias pode causar esse dano: a morte de um animal inocente, aquele que
viveria até 150 anos, não resiste às barbáries ocasionadas pelo predador
humano.
Ainda na mesma
semana, cinco dias depois, nós nos deparamos com mais uma espécie dos quelônios
morta à beira do mar. Quanto descaso! Aquele pobre ser, ali, no meio do nada;
sem chances, pois foi enganada, ingerindo um plástico, achando que era o seu
alimento, algas.
Não sou
ambientalista, não faço parte do Greenpeace, nem mesmo sou professora de
Biologia; entretanto, não posso deixar de me comover com esse espetáculo
macabro, que poderia ser evitado, se tivéssemos uma consciência coletiva, de
vivermos em harmonia com toda a natureza e de não acharmos que somos
proprietários do Planeta Terra, com registro de posse em cartório, assinado por
Deus.
23/06/20121
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