quarta-feira, 23 de junho de 2021

Pobres tartarugas!

 

Pobres tartarugas!

Eu ainda me impressiono quando vejo as barbaridades que o ser humano é capaz de fazer. Dia desses, caminhando pela praia, acompanhada de minha mãe, eu me deparei com uma cena que me chocou profundamente: uma tartaruga morta. Pode ser que para alguns isto não incomode, não cause estrago, como para mim. Fiquei o dia, a semana, bastante aturdida e a todo momento me lembrando daquilo.

Aquele retrato da selvageria – pois é exatamente dessa forma que penso – me faz refletir em quanto somos cruéis e egoístas. Um simples ato de jogar uma sacola plástica pelas praias pode causar esse dano: a morte de um animal inocente, aquele que viveria até 150 anos, não resiste às barbáries ocasionadas pelo predador humano.

Ainda na mesma semana, cinco dias depois, nós nos deparamos com mais uma espécie dos quelônios morta à beira do mar. Quanto descaso! Aquele pobre ser, ali, no meio do nada; sem chances, pois foi enganada, ingerindo um plástico, achando que era o seu alimento, algas.

Não sou ambientalista, não faço parte do Greenpeace, nem mesmo sou professora de Biologia; entretanto, não posso deixar de me comover com esse espetáculo macabro, que poderia ser evitado, se tivéssemos uma consciência coletiva, de vivermos em harmonia com toda a natureza e de não acharmos que somos proprietários do Planeta Terra, com registro de posse em cartório, assinado por Deus.

23/06/20121

 

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