Imortal
amor
Breve, ao anoitecer
Olho as estrelas
Com a simples intenção
De por entre nuvens que não há
Rever-te
E sem pairar sobre a cidade
Amortecida sobre o breu
noturno
Que finda o dia em cores
negras
Sem real clareza de onde
Termina o céu e começa o mar
E em cada encontro desses
Um desencontro nosso
Uma saudade que faz cada
estrela do céu
Brilhar menos
E que a lua se desfaz na noite
Mas se você me enriquece com a
tua presença
Então a noite envaidece
E a lua formosa cresce
E as estrelas brilham tal qual
meus olhos
E fitando os teus
Corrijo a noite
Quem dera pudesse saber
Tamanha imensidão da minha paixão
Que revolta as águas do mar
Enche de ira o céu, ouvirá
trovão
Que derrete o sol e faz
esconder a lua
Tamanho é o meu amor
Que os pássaros se calam
As estrelas se ofuscam
A natureza morre
Mas o meu amor sobrevive
Sob fogo e água
Sob calor e frio
Sob ventos e brisas
E além disso
Consegue permanecer vivo
Perante a ti.
29/10/1984
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