domingo, 20 de junho de 2021

Imortal Amor

 

Imortal amor

Breve, ao anoitecer

Olho as estrelas

Com a simples intenção

De por entre nuvens que não há

Rever-te

E sem pairar sobre a cidade

Amortecida sobre o breu noturno

Que finda o dia em cores negras

Sem real clareza de onde

Termina o céu e começa o mar

E em cada encontro desses

Um desencontro nosso

Uma saudade que faz cada estrela do céu

Brilhar menos

E que a lua se desfaz na noite

Mas se você me enriquece com a tua presença

Então a noite envaidece

E a lua formosa cresce

E as estrelas brilham tal qual meus olhos

E fitando os teus

Corrijo a noite

Quem dera pudesse saber

Tamanha imensidão da minha paixão

Que revolta as águas do mar

Enche de ira o céu, ouvirá trovão

Que derrete o sol e faz esconder a lua

Tamanho é o meu amor

Que os pássaros se calam

As estrelas se ofuscam

A natureza morre

Mas o meu amor sobrevive

Sob fogo e água

Sob calor e frio

Sob ventos e brisas

E além disso

Consegue permanecer vivo

Perante a ti.

29/10/1984

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