Apaga uma luz
E a penumbra se apodera
Da calma que seduz
Casais para a paquera
É rotina com a noite
Que se faz embriagar
As pessoas que se amam
E poucos podem escapar
Mas eis que um tende a fracassar
E na noite que se faz quente
Para um se faz arredia
Esse um está longe de mente
Num dado momento
A música suave torna-se martírio
E quem dançava normal
Agora entra em delírio
Enfrentar os leões da paixão
É saber que a noite é vida
Tirar as manchas do coração
E aguentar de novo a lida
Num desespero de menino
Criança que brinca com fogo
Levar o amor agreste
Para outra face do globo
E tentando noite adentro
Na paz se acomodar
Fazendo-se de centro
Para tua amargura ninguém notar
Fingirá feliz para quem te gosta
Mas a ti revelará
Que és mesmo um apaixonado
E queres te libertar!
26/10/1984
Nenhum comentário:
Postar um comentário