Os portugueses chegando no Brasil
1500, 22 de abril.
A caravela chega. Não é Porto Seguro, nem
Caravelas; afinal não é nem Brasil ainda!
Cabral, com a sua luneta, mais que depressa,
tenta avistar qualquer coisa de mais interessante. Não vê. Somente homens,
mulheres e crianças nus. E se espanta diante de tanto despudor. Os portugueses
ficam vermelhos em envergonhados.
Rapidamente, Pero Vaz de Caminha pega em sua pena
e começa a escrever sua carta. Desliza maravilhado sobre o papel tudo o que vê.
Um índio fita o colar do capitão e gesticula,
fazendo acenos para o pescoço e para a terra. Todos entendem que ele diz ter
ouro ali.
A manhã está límpida, clara e ensolarada. E os
índios se banham naquele mar. Os portugueses veem a cena e despem-se também,
apesar de inibidos, para desfrutar daquelas águas cristalinas. É tudo novo,
tanto para os aborígenes, quanto para os estrangeiros.
É tarde. Os lusitanos se aninham em suas
esfregas, cochichando as novidades. O capitão está maravilhado diante de sua
descoberta. Caminha nem dorme, pois quer descrever, com riquezas de detalhes,
tudo o que tem naquela terra.
O pajé faz uma reunião para conversarem a
respeito daqueles homens brancos.
Anoitece, um céu estrelado...
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