Caro Brasil
Suas riquezas naturais são inúmeras, sua beleza também.
Temos um pouco de tudo, ou talvez, muito de tudo: praias, florestas, rios,
lagos, planícies, montanhas, tudo em exuberância.
Entretanto, temos as mazelas oriundas de uma colonização
predadora, que nos roubou ouro, prata, diamantes e outros bens preciosos. E
ainda nos legou um povo de má índole, aqueles que estavam trancafiados nas
cadeias lusitanas, que tiveram duas opções: prisão perpétua ou degredo para uma
terra distante. Escolheram vir pra cá, sem nem ao menos conhecê-la.
Ainda fomos reduto escravagista por muito tempo, os últimos
a se livrar dessa mácula da história.
Fama
de terra em que tudo se plantando, dá, é verdade; Caminha já dizia a “El-Rei”,
temos solos férteis e água em abundância, o que permite o plantio de inúmeras
espécies, além das nativas. Esse é você, Brasil!
São
as mulheres belas! A terra do samba e da bossa nova. Da capoeira e do
candomblé.
Sua
vastidão é imensa. E as cores da
bandeira trazem o seu quinhão, mesmo que o ideal positivista de “ordem e progresso” não tenha vingado sua
política liberal em terras tupiniquins. Agora então: desordem e atraso. Nunca
foi tão paradoxal.
Somos
mistura, miscigenação... branco, índio e negro. Todos brasileiros. E ainda
acolhemos os estrangeiros de braços abertos, tal qual o Cristo Redentor da
minha cidade.
Aqui,
religião se torna um amálgama de várias emoções nesse conglomerado gigantesco
de crenças. E assim, somos fortes, pois aguentamos firmes o zigue-zague da
política, que se embrenha no solo fértil da hipocrisia e da mentira.
Já
passamos maus bocados e, pelo visto, outros hão de vir, principalmente, se
depender dessa corja que dirige a nação.
Mas
tal qual, Cabral, nós nos manteremos firmes, segurando o leme dessa nau.
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