sábado, 29 de maio de 2021

Um pouco de Brasil...

 

Caro Brasil

         Suas riquezas naturais são inúmeras, sua beleza também. Temos um pouco de tudo, ou talvez, muito de tudo: praias, florestas, rios, lagos, planícies, montanhas, tudo em exuberância.

         Entretanto, temos as mazelas oriundas de uma colonização predadora, que nos roubou ouro, prata, diamantes e outros bens preciosos. E ainda nos legou um povo de má índole, aqueles que estavam trancafiados nas cadeias lusitanas, que tiveram duas opções: prisão perpétua ou degredo para uma terra distante. Escolheram vir pra cá, sem nem ao menos conhecê-la.

         Ainda fomos reduto escravagista por muito tempo, os últimos a se livrar dessa mácula da história.

Fama de terra em que tudo se plantando, dá, é verdade; Caminha já dizia a “El-Rei”, temos solos férteis e água em abundância, o que permite o plantio de inúmeras espécies, além das nativas. Esse é você, Brasil!

São as mulheres belas! A terra do samba e da bossa nova. Da capoeira e do candomblé.

Sua vastidão é imensa. E  as cores da bandeira trazem o seu quinhão, mesmo que o ideal positivista  de “ordem e progresso” não tenha vingado sua política liberal em terras tupiniquins. Agora então: desordem e atraso. Nunca foi tão paradoxal.

Somos mistura, miscigenação... branco, índio e negro. Todos brasileiros. E ainda acolhemos os estrangeiros de braços abertos, tal qual o Cristo Redentor da minha cidade.

Aqui, religião se torna um amálgama de várias emoções nesse conglomerado gigantesco de crenças. E assim, somos fortes, pois aguentamos firmes o zigue-zague da política, que se embrenha no solo fértil da hipocrisia e da mentira.

Já passamos maus bocados e, pelo visto, outros hão de vir, principalmente, se depender dessa corja que dirige a nação.

Mas tal qual, Cabral, nós nos manteremos firmes, segurando o leme dessa nau.

 

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