sexta-feira, 28 de maio de 2021

Texto de 2004, momento de intensa paixão.

 

Barroca

Sinto-me barroca no corpo e na alma

Em desfaçatez, imploro-te: afasta-te.

Lúcida e racional, perco a calma.

Em desvario, sensível, o coração bate.

 

Entre afagos e soluços coloco-me assim

Meio santa, metade pecadora

Às vezes, digo não, querendo-te sim

Viver no chão da terra ou sonhadora?

 

Beijar-te, acalento inquietante

Que ofusca a luz da razão

 E obriga-me a ser tão inconstante.

 

Deixo-te partir, sem palavra.

Liberta deste cárcere, sou agora.

Ainda mais e sempre tua!

1º/10/2004

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