Barroca
Sinto-me barroca no corpo e na alma
Em desfaçatez, imploro-te: afasta-te.
Lúcida e racional, perco a calma.
Em desvario, sensível, o coração bate.
Entre afagos e soluços coloco-me assim
Meio santa, metade pecadora
Às vezes, digo não, querendo-te sim
Viver no chão da terra ou sonhadora?
Beijar-te, acalento inquietante
Que ofusca a luz da razão
E obriga-me a
ser tão inconstante.
Deixo-te partir, sem palavra.
Liberta deste cárcere, sou agora.
Ainda mais e sempre tua!
1º/10/2004
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